Do aprendizado da escuta às peles de papel: experiências de tradução poética das artes verbais ameríndias

Percorrer o conjunto das Américas da Patagônia ao Alasca nos leva a mais poéticas indígenas, cada qual com suas especificidades, do que podem sonhar tradutores, etnólogos e linguistas. Cantos de cura, falas de chefe, narrativas cosmogônicas, cantos rituais e outros gêneros das artes da palavra proliferam no continente Diante dessa multiplicidade de repertórios intelectuais e criativos, coloca-se uma pergunta de base: como elaborar traduções de artes verbais ameríndias que contemplem, no âmbito de práticas ocidentais de circulação de conhecimento, o que é próprio dos regimes poéticos nativos? Tendo essa questão como ponto de partida, essa palestra tratará de alguns dos princípios norteadores da tradução poética das artes verbais ameríndias à luz da etnopoética norte-americana, e em diálogo com teorias da etnologia indígena sul-americana. Por meio de uma interlocução entre Estudos da Tradução, Etnologia, Linguística Antropológica e Estudos Literários, espera-se oferecer uma incursão crítica pelas experiências de tradução analisadas e oferecer subsídios para o desenvolvimento da temática no contexto brasileiro.

Jamille Pinheiro Dias é tradutora e pesquisadora. É doutora em Inglês e pós-doutoranda em Tradução pela Universidade de São Paulo. Foi pesquisadora visitante na Universidade de Stanford, na Califórnia, e apresentou aulas e palestras em universidades como Princeton, Chicago e UCLA. Para o português, traduziu autoras e autores como Gayle Rubin, Judith Butler, Alfred Gell e Marilyn Strathern; para o inglês, verteu textos de Lulal, Marielle Franco e Eduardo Viveiros de Castro, dentre outros. Dentre as editoras com as quais já trabalhou estão Cosac Naify, Boitempo, 34, Ubu e n-1.

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Av. Professor Luciano Gualberto, 403 - Sala 266