Webinar CITRAT, TRADUSP e LETRA, 24 de junho, 14h-16h, A Tradução de Canções, com Maiaty Saraiva Ferraz, Lauro Meller, e Daniel Padilha Pacheco da Costa

webinar no 24 de junho, 14h-16h, A Tradução de Canções, com  Maiaty Saraiva Ferraz, Lauro Meller, e Daniel Padilha Pacheco da Costa

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Maiaty Saraiva Ferraz

Refração e retradução em versões de canções de Bob Dylan gravadas no Brasil

A carreira de Bob Dylan como compositor, cantor, escritor, poeta teve um de seus momentos mais significativos na sua premiação com o Nobel de Literatura em 2016. Desde o início de sua carreira, no começo dos anos 1960, Dylan tornou-se referência ao criar composições que uniram a música folk ao rock and roll. Suas canções influenciaram gerações e foram traduzidas e gravadas em vários idiomas. Em nossa apresentação, vamos destacar versões de quatro canções de Bob Dylan gravadas no Brasil em que ocorrem refração e retradução. Entre os compositores que realizaram essas gravações, destacamos o trabalho de Zé Ramalho como tradutor de Bob Dylan no Brasil. Também destacamos a importância do construto teórico desenvolvido por autores como Andre Lefevere, Peter Low, Johan Franzon, Cecilia Alvstad, Alexandra Rosa, Luiz Tatit na condução de nossas análises, originalmente realizadas em nossa pesquisa de doutorado. 

Maiaty Saraiva Ferraz

Professora da FATEC e coordenadora do Núcleo de Estudos de Línguas da FATEC Itaquera. Possui experiência como coordenadora de curso de graduação em Letras, Pós-graduação lato sensu em Tradução e centro de idiomas. Atua como tradutora pública desde 2001. Doutora pelo Programa de Estudos da Tradução da FFLCH-USP.  Mestre em Língua Inglesa e Literaturas Inglesa e Norte-Americana pela FFLCH-USP.  Graduada em Letras (Licenciatura e Bacharelado em Português e Inglês) pela Universidade Mackenzie. Além da atuação acadêmica, escreve poesia, e publicou Tempus (o mesmo som) pela editora Todas as Musas.

Lauro Meller

(Não) Tem Tradução: Noel Rosa em traduções cantáveis para a língua inglesa, segundo o Princípio do Pentatlo, de Peter Low

Noel Rosa (1910-1937) foi um dos grandes compositores da Música Popular Brasileira e, apesar de sua morte precoce, deixou mais de 200 canções, muitas das quais hoje integram o cânone da MPB. Além de ser um cronista da vida do Rio de Janeiro de sua época, quebrou o paradigma sisudo da Era do Rádio, revestindo suas composições de leveza, por meio de seu vocabulário coloquial e de seu canto despojado. Em que pese sua posição de centralidade em nosso cancioneiro, Rosa é praticamente desconhecido por públicos não-lusófonos, o que nos motivou a coordenar um projeto de pesquisa que vem sendo desenvolvido na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Nesta apresentação, falaremos sobre o processo de tradução, para o inglês, de algumas canções do sambista carioca, segundo o Princípio do Pentatlo, de Peter Low, método pautado por cinco critérios: sentido, naturalidade, ritmo, cantabilidade e rimas.

Professor de Práticas de Leitura e Escrita (Inglês-Português) na Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2010-atual);
Doutor em Literatura pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas) (2010);
Mestre em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (1998);
Licenciado em Letras (Inglês-Português) pela Universidade Federal da Paraíba (1996);
Áreas de pesquisa: Estudos de Música Popular; Ensino de Inglês como Língua Estrangeira;
Coordenador do projeto de pesquisa Grupo de Estudos Interdisciplinares em Música Popular (PROPESQ-UFRN);
Editor-chefe da Revista Brasileira de Estudos da Canção (www.rbec.ufrn.br);
Membro do comitê acadêm
ico da IASPM-AL (International Association for the Study of Popular Music - América Latina);
- Autor do livro Poetas ou Cancionistas: uma discussão sobre música popular e poesia literária (Curitiba: Ed. Appris, 2015).

Daniel Padilha Pacheco da Costa (UFU)

Tradução e Música no Brasil: variações

No Brasil, as interfaces entre Tradução e Música envolvem tradições musicais, períodos históricos, problemas teóricos e modalidades tradutórias extremamente variadas entre si. Essas modalidades tradutórias envolvem, por exemplo, o versionismo (em línguas orais ou não), o plágio (escrito, rítmico e melódico, como ocorre nos replacement texts) e a dublagem, legendagem e voice-over de letras cantadas, veiculadas em filmes, óperas, peças de teatro, musicais, internet, programas de televisão e rádio. Com base na noção de “variação” – entendida, aqui, em sua acepção musical, linguística, tradutória e metafórica –, são exploradas, nesta apresentação, as diferentes interfaces entre Tradução e Música no Brasil, com destaque para as pesquisas que, dedicadas ao tema, foram publicadas nos números 27 e 29 da Tradução em Revista (2019/2020).

Daniel Padilha Pacheco da Costa: professor do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários e do Curso de Graduação em Tradução do Instituto de Letras e Linguística da Universidade Federal de Uberlândia (UFU): pesquisador convidado e pós-doutor pelo Departamento de Linguística e Tradução da Universidade de Montreal (Quebec, Canadá); doutor pelo Departamento de Letras Modernas da Universidade de São Paulo (Programa de Estudos Linguísticos, Literários e Tradutológicos em Francês), com estágio doutoral na Universidade Paris-Sorbonne (Paris IV); graduado em Literatura Francesa pela Universidade Sorbonne Nouvelle (Paris III) e em Filosofia pela Universidade de São Paulo; pesquisador em Literatura Comparada e Tradução; tradutor do inglês e do francês.

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